Herdeiros do Holocausto

Criado para reunir sobreviventes e familiares do Holocausto Nazista .



Quinta-feira, Maio 15, 2008

postado por: OSWALDO DE BITTENCOURT AMARANTE FILHO 00:07



Segunda-feira, 14 de Maio de 2008
UMA MULHER DO BEM, QUE SÓ FEZ O BEM!

“ Irena Sendler nasceu na Polônia em 1910, num vilarejo chamado Otwock, a 23 quilômetros de Varsóvia. Seu pai, Stanislaw Krzyzanowski era um médico que atendia a uma grande comunidade de judeus pobres e era ativista do Partido Socialista Polonês (PSP). Suas idéias influenciaram fortemente a jovem Irena, que estudou literatura polonesa e pertencia à União da Juventude Democrática, (de esquerda) e acabou por filiar-se também ao PSP.
Irena trabalhava como administradora do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia, responsável pelos refeitórios comunitários da cidade, quando os alemães invadiram o país, em 1939. Graças a ela os refeitórios não proporcionavam apenas comida, assistência, financeira e outros serviços para órfãos, anciãos e pobres, mas forneciam roupas, remédios e dinheiro a famílias judias. Para evitar as inspeções, elas eram registradas com nomes cristãos fictícios e diagnosticadas como portadoras de doenças graves e muito contagiosas, como o tifo e a tuberculose. Mas em 1942, com a designação de uma área fechada para alojar e confinar os judeus, conhecida como o Gueto de Varsóvia, as famílias dos confinadas só poderiam - dali por diante - esperar por uma morte certa. Horrorizada pelas condições em que viviam os judeus, Irena uniu-se ao Conselho para a ajuda aos judeus, Zegota, organizado pela resistência polonesa. A jovem foi uma das primeiras organizadoras do resgate de crianças judias. Nessa ocasião, morriam mensalmente no Gueto 5.000 pessoas, de fome, execuções e enfermidades. Irena conseguiu obter um passe do Departamento de Controle Epidêmico de Varsóvia para poder entrar legalmente no Gueto. Ia diariamente com o propósito de restabelecer contatos, levar comida, remédios e roupa usando uma braçadeira com uma estrela de Davi, como sinal de sua solidariedade aos judeus. Persuadir os pais para separar-se de seus filhos era uma tarefa horrorosa para uma jovem mãe, como Irena.
"Você pode me garantir que ela sobreviverá?, perguntavam- lhe os pais angustiados. Mas ela só podia garantir que os pequenos morreriam se ficassem no Gueto; em meus sonhos, ainda posso escutá-los chorar quando deixavam seus pais, dizia. Não era fácil encontrar famílias que quisessem dar refúgio a crianças judias. Começou a tirar crianças do Gueto numa ambulância, como vítimas do tifo, mas com o passar do tempo, qualquer coisa: sacolas, latas de lixo, sacos de batatas, caixões, praticamente tudo se transformava em instrumento de fuga nas mãos de Irena. Outros métodos incluíam uma igreja que tinha dois acessos, um pelo lado do Gueto e outro do lado "ariano" de Varsóvia. As crianças entravam na igreja como judias e saíam como cristãs.Irena conseguiu recrutar pelo menos uma pessoa,em cada um dos dez centros do Departamento de Bem-estar Social. Com essa ajuda, elaborou centenas de documentos falsos com firmas fictícias, atribuindo identidades temporárias às crianças judias. Mas era mais fácil escapar do Gueto que sobreviver no lado "ariano". O resgate de uma criança requeria a ajuda de pelo menos dez pessoas. As crianças eram levadas para unidades de serviço humanitário e daí para um lugar seguro, em geral casas, orfanatos e conventos. Enviei a maioria das crianças para instituições religiosas, lembrou, sabia que podia contar com as freiras. Irena também teve muita ajuda para abrigar crianças maiores: Ninguém se recusava a aceitar uma criança, disse. Ela anotava, por meio de um código, os nomes verdadeiros dos meninos, meninas e suas novas identidades. Esses registros foram conservados em garrafas enterradas sob uma macieira num pátio vizinho ao QG alemão. Ela tinha a esperança de, algum dia, poder desenterrar os frascos, localizar as crianças e informá-las sobre a sua origem. As garrafas continham os nomes de 2.500 crianças. Um dia os nazistas descobriram suas atividades e em 20 de outubro de 1943, Irena foi presa pela Gestapo. Ela era a única que sabia os nomes e endereços das famílias que albergaram as crianças judias. Foi brutalmente torturada, mas não cedeu, quebraram-lhe as duas pernas, mas a sua vontade e a força foram mais fortes que a dor. Ela passou três meses na prisão de Pawiak e levada ante um tribunal nazista foi julgada e condenada à morte. Enquanto esperava a execução, um soldado alemão veio buscá-la para um interrogatório adicional. Ao sair da prisão, pensando que a tortura recomeçaria, o soldado gritou-lhe em polonês: Corra! No dia seguinte viu seu nome na lista dos resistentes executados. Os membros de Zegota tinham conseguido evitar a sua morte, subornando o alemão. Irena continuou trabalhando com uma identidade falsa. Quando a guerra acabou, desenterrou as garrafas e usou as notas para encontrar as 2.500 crianças, reuniu as que pode com seus, parentes, disseminados por toda a Europa, mas a maioria havia perdido suas famílias nos campos de extermínio nazistas. As crianças só a conheciam por seu codinome, Jolanta. Mas anos depois, quando sua fotografia saiu num jornal noticiando que fora condecorada por bravura durante a guerra, um homem, um pintor, me telefonou, contou Irena, lembro o seu rosto, foi você que me tirou do Gueto, disse e acrescentou: recebi muitos telefonemas como esse.
Irena Sendler não se considerava uma heroína.
Jamais reivindicou qualquer crédito por suas ações. Podia ter feito mais, disse e finalizou: a mágoa por não tê-lo feito me perseguirá até o dia de minha morte.”

Postado por TONS & SONS às 11:57
7 comentários:
borek_paty disse...
Linda matéria, parabéns. Emocionante a história e tragetória desta senhora, um exemplo para o mundo e orgulho para os poloneses.

13 de Maio de 2008 13:42
José Zaniolo disse...
É por estas revelações que podemos dizer que anjos existem.

Deus saberá recompensá-la.

13 de Maio de 2008 14:07
Paula disse...
Uma bela história mesmo.
Só diante de um grande risco que vemos a verdadeira coragem de uma pessoa, ela arriscou a própria vida para salvar aquelas crianças, uma pessoa boa de verdade.

13 de Maio de 2008 14:29
Maria Lúcia disse...
Obrigada por nos trazer esse comunicado. Realmente é impossivel mensurar tamanha dedicação e amor ao próximo .

13 de Maio de 2008 19:30
Baú do Oswaldo disse...
Ao dono do blog os meus parabéns pela iniciativa em homenagear esta grande mulher que nos deixou esta semana.

A Irena merece o nosso reconhecimento. Ela ajudou muitos judeus a fugirem do horror nazista.Salvou muita gente! Merece o Prêmio Nobel!

O meu amor aos seus familiares!!!

Oswaldo de Bittencourt Amarante Filho
chefe do Departamento de Busca de Paradeiro da Cruz Vermelha Brasileira(30% do nosso trabalho ainda tem a ver com a Segunda Guerra Mundial)

Informações pelo telefone: 21 22210658 ramal 27

Escreva-nos se tiver um parente que veio para o Brasil fugindo da Guerra e que esteja desaparecido:

Busca de Paradeiro da Cruz Vermelha Brasileira
Pça Cruz Vermelha,10/ 1.andar/Sala 6 cep 20230-130 Rio de Janeiro,RJ

13 de Maio de 2008 21:41
Anônimo disse...
Que história emocionante!
Que belo modelo a ser seguido!
Obrigada por oportunizar estas informações! Clara Ester

13 de Maio de 2008 22:59
Cristina disse...
Mulher Divina. Realmente um anjo que Deus pôs na terra, para salvar as crianças dos miseráveis alemãs.

14 de Maio de 2008 09:37
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"O que eu quero é ser sincero, ser verdadeiro; e oferecer com todas as minhas forças , e por todos os meios, o sentido da vida." (Puccini)

"Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar
É a mesma saudade em mim." (Álvaro de Campos)

Estou vestido com as roupas e as armas de Jorge.
Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem.
Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem.
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam.
E nem mesmo o pensamento eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo, meu corpo não alcançarão.
Facas e espadas se quebrem sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Pois estou vestido com as roupas e as armas de Jorge.
São Jorge defendei-me,
Santa Bárbara protegei-me,
Maria Santíssima,
Virgem Imaculada de Częstochowa
Cubra-me com seu manto azul e cuide mim!
“... A vida é feita de verbos: amar, cantar, dançar, relacionar, viver ...”

postado por: OSWALDO DE BITTENCOURT AMARANTE FILHO 00:02


Segunda-feira, Maio 09, 2005

Conheça os links:
Cruz Vermelha Brasileira
Cruz Vermelha Americana
Serviço de Busca de Paradeiro da Cruz Vemelha Brasileira
Museu Anne Frank/Amsterdã,Holanda.

postado por: OSWALDO DE BITTENCOURT AMARANTE FILHO 02:25


Sábado, Julho 03, 2004


HERDEIROS DO HOLOCAUSTO

A Cruz Vermelha Americana, está tentando localizar através da Cruz Vermelha Brasileira o Sr. FRITZ KAISER cujos dados seguem abaixo:

Nome: FRITZ ou FREDERICO KAISER
Local e data de nascimento: Duisbourg,República Federal Alemã,em 1908ou 1910.
Filiação: Abraham Kaiser e Mathilde Kaiser.
Religião: Judaica
Outras informações: Em 1968 o procurado residia em São Paulo.

Qualquer informação sobre o procurado e familiares favor entrar em contacto com o Serviço de Busca de Paradeiro da Cruz Vermelha Brasileira, pelos telefones 21 22210658 ramal 27 ou 21 95046089 falar com o Oswaldo Amarante Filho. Ou envie um e-mail para : tracingbrazil@yahoo.com.br
Nosso telefone Bp 24 horas 21 95046089

Cartas para:
Oswaldo de Bittencourt Amarante Filho
Pça Cruz Vermelha,10/1o.andar Sala 6
20230-130 Rio de Janeiro,RJ,Brasil

postado por: OSWALDO DE BITTENCOURT AMARANTE FILHO 20:18


Quarta-feira, Julho 30, 2003

HERDEIROS DO HOLOCAUSTO NAZISTA

Se você é um sobrevivente do holocausto nazista ou
herdeiro de um, entre em
contacto conosco pelos telefones (21) 22210658 ramal 27 e (21) 25071594 ramal 27, ou escreva-nos:

Departamento de Busca de Paradeiro da
Cruz Vermelha Brasileira
Pça.Cruz Vermelha,10/1o andar/sala 6
20230-130 Rio de Janeiro,RJ,Brasil


Nosso e-mail: tracingbrazil@yahoo.com.br
Nosso site: www.herdeirosdoholocausto.blogger.com.br


postado por: OSWALDO DE BITTENCOURT AMARANTE FILHO 19:49



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